A matemática e o deficiente visual

Parto do princípio que a escola exclui o aluno com deficiência visual (DV) porque não considera o conhecimento de mundo que ele construiu a partir de sua vivência e dentro de suas capacidades cognitivas. Valendo-se de material concreto e do conhecimento prévio do aluno, o(a) professor(a) possilibita maiores condições para o ensino-aprendizagem dos conceitos matemáticos ao aluno DV. No entanto, não é só de material concreto que são formados os recursos didáticos do professor que se propõe a promover o aprendizado de matemática para o aluno DV. A criatividade vai além disso, principalmente nos conteúdos mais abstratos. É o momento de trabalhar a oralidade também; usando criatividade o professor compara, contextualiza e “concretiza” aquilo que é abstrato. Devido ao registro da linguagem matemática ser muito complexo, os professores recorrem à oralidade nos exercícios e avaliações dos alunos com deficiência visual.Entretanto isso pode causar a defasagem destes alunos, pois lhe são cobrados apenas a teoria e não a prática dos conceitos.Através dos símbolos em braile e da adaptação da linguagem matemática para o braile, torna-se possível que os alunos registrem a resoluções dos cálculos em braile, podendo assim fazer as atividades da disciplina de matemática juntamente com toda a turma.

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